It feeds the rich while it buries the poor: Rock e História na música Civil War do Guns N’ Roses

Por Hugo Rincon

22 de Nov de 2018

A recente turnê do músico inglês Roger Waters (Pink Floyd) pelo Brasil acabou por criar muita polêmica em meio aos fãs brasileiros que descobriram que os grandes hits que marcaram a carreira do artista são recheados de conteúdos políticos e de contestação antissistêmica e ao status quo. Waters, que teve seu pai morto em 1944, no combate ao nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), escreveu boa parte das canções do Pink Floyd com forte teor ativista contra todos os tipos de autoritarismos, totalitarismos, por justiça social, ou nas suas próprias palavras: contra toda tirania. Essas características de ativismo político do ex-Pink Floyd também costumam se manifestar ao longo de suas apresentações por todo o planeta, em que, em meio às execuções musicais, costuma criticar líderes políticos que atentem contra os seus princípios, como no caso dos shows no Brasil, onde criticou o presidente estadunidense Donald Trump, o recém-eleito presidente Jair Bolsonaro, entre outros a quem chamou de "neofascistas". Parte do público brasileiro presente nas apresentações do Waters parecia desconhecer a carreira do artista que foi prestigiar. Revoltados por suas manifestações políticas, vaiaram e xingaram o músico, quem deveria apenas "tocar e cantar" e deixar a política de lado, conforme a vontade de alguns fãs presentes nos eventos. O que chama a atenção no comportamento do público não é apenas o desconhecimento da carreira do artista, mas de todo um contexto geral da história do Rock, quer seja nos Estados Unidos e na Inglaterra dos anos 1970 e 1980, ou no Brasil da Redemocratização, que sempre levou consigo um forte ativismo político, muitas vezes contracultural e antissistêmico, como também como manifestação de resistência às ordens vigentes.

 

Onde entra o Guns N'Roses nesse contexto? O grupo norte-americano não é e nunca foi uma "banda politizada". Formada em 1985 em Los Angeles por jovens pertencentes à Hard Working Class (classe trabalhadora) e oriundos de várias regiões dos Estados Unidos que migraram para a Califórnia em busca do seu lugar ao sol. Em 1987 lançaram o seu primeiro disco, Appetite for Destruction (Geffen Records), que com hits como Welcome to the Jungle, Sweet Child O'Mine e Paradise City lançariam a banda ao estrelato nos anos seguintes lotando arenas ao redor do globo. A preocupação com ativismos políticos esteve distante das canções do Guns N'Roses, que costumavam escrever suas letras baseadas nas suas vivências, experiências pessoais, e problemas da vida de jovens adultos, sejam esses relacionados ao consumo de drogas, relações amorosas ou às demais dificuldades da vida. O grupo surgiu num contexto de domínio da cena roqueira hollywoodiana pelas bandas do chamado Hard Rock "farofa" (Hair Metal, Glam Metal, etc.) encabeçadas por nomes como Motley Crüe, Poison, Van Halen, Cinderella, Bon Jovi etc., que padronizaram a produção musical e visual em volta de músicas mais comerciais, aliadas aos visuais próximos do Glam Rock, exuberantes e chamativos, e músicas com temáticas que abordavam o glamour da vida do Rock Star em suas festas movidas a Sexo, Drogas e "Rock N'Roll all night and party everyday", como cantava o Kiss. Apesar de encaixar-se no gênero Hard Rock, o Guns N'Roses romperia esse padrão, trazendo em suas letras e sonoridades influências do Rock Clássico, do Punk Rock e também do Blues, especialmente de bandas como Rolling Stones, Led Zeppelin e Aerosmith.

 

Muito distante de adotar bandeiras e ativismos políticos como fizeram e fazem bandas como Pink Floyd, Sex Pistols, U2, Rage Against the Machine e cia, no ano de 1990 o Guns N'Roses lançou o Single intitulado Civil War (W. Axl Rose, Duff McKagan e Slash). Inicialmente a faixa apareceu na coletânea Nobody's Child: Romanian Angels Appeal, pela gravadora Warner, um disco beneficente em prol de crianças órfãs da Romênia completado por nomes de peso como Eric Clapton, Stevie Wonder e Elton John. No ano seguinte, Civil War foi umas das faixas presentes no Álbum duplo lançado pela banda, os Use Your Illusion I e II (Geffen Records, 1991). O conteúdo abordado pela canção rompe com as temáticas tradicionais das letras do Guns N'Roses em seus dois primeiros discos Appetite For Destruction e GN'R Lies (Geffen Records, 1989). O segundo consiste em um disco semiacústico em que a banda lançou quatro faixas em formato EP, correspondente a músicas compostas por projetos anteriores ao Guns N'Roses, e quatro canções acústicas, incluindo a balada Patience e a polêmica One in a million[1].

 

A música Civil War seria então uma novidade entre as composições dos Gunners, pois se tratava de uma canção com forte apelo crítico contra as guerras ao longo do século XX, especialmente em relação à atuação do governo americano e sua política externa belicista, em que na visão do grupo só serviriam para "enriquecer os ricos enquanto enterra-se os pobres". Os eventos abordados na música se relacionam com a concepção de século XX definida pelo historiador britânico Eric Hobsbawm como "um breve século XX" e também como uma "Era dos Extremos"[2]. Diferente das periodizações tradicionais e cronológicas do que se entende por século, Hobsbawm define o período a partir de um recorte que engloba determinados eventos que para o autor marcam um início e um fim. Esse modelo de periodização já havia sido trabalhado pelo historiador em sua trilogia das "Eras" (Era das Revoluções, Era do Capital e Era dos Impérios), em que defende uma concepção de "longo século XIX", que partiria do advento da Revolução Industrial, da Revolução Francesa (1789), das novas ideologias e doutrinas sociais que acompanham essas transformações como o Liberalismo e o Socialismo, além da expansão do Imperialismo europeu pela África e a Ásia, e norte-americano pela América Latina, se encerrando com a crise do Imperialismo que culminou na Primeira Guerra Mundial em 1914. Nesse sentido, a sua ideia de "breve século XX" parte da eleição da experiência do socialismo real, ou do advento e da queda da União Soviética, como marco essencial do que define a duração deste período, que, portanto, se iniciaria em 1914 com a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), a Revolução Russa de 1917, passando pelo Entre Guerras, a Segunda Guerra Mundial, os conflitos da Guerra Fria e o colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1991. Os diversos conflitos mundiais, os milhões de mortos durante as guerras, os crimes contra a humanidade e a emergência de ideias fascistas e totalitárias marcaram o que Hobsbawm considera como uma era das catástrofes, ou uma era de extremos, e que também estariam presentes na canção do Guns N'Roses.

 

O lançamento de Civil War coincide com a participação dos Estados Unidos na Guerra do Golfo (1990), conflito que tem em suas raízes reflexos das disputas entre aliados americanos e soviéticos na região. Em sua estreia se tornava um símbolo de oposição à atuação dos EUA no Oriente Médio[3]. Sabe-se que as melodias e harmonias musicais, para além das letras, também narram uma história. No início da canção, enquanto os guitarristas Slash e Izzy Stradlin' executam um dedilhado em Em e G, o vocalista Axl Rose assobia uma melodia que faz referência direta a umas das principais marchas militares executadas ao longo da Guerra Civil Americana (1861 - 1865)[4], a canção When Johnny Comes Marching Home, muito popular entre amigos e familiares que aguardavam o retorno de seus entes queridos envolvidos no conflito. A Guerra de Sessão, cujo conflito também dá nome à música, ainda marca muito a memória dos norte-americanos, sendo talvez ao lado da participação do país na Segunda Guerra Mundial, como um dos principais eventos memorialísticos do ponto de vista de conflitos bélicos nos Estados Unidos. Desde a sua emergência como potência mundial no final do século XIX, especialmente com a adoção da política do Big Stick (os EUA como a "polícia do mundo") e da Doutrina Monroe (América para os americanos - do norte), envolveram-se em diversos conflitos mundiais, mas poucas vezes foram agredidos em seu próprio território, com baixas de civis americanos.

 

A memória coletiva dos norte-americanos sobre os conflitos entre um mesmo povo, país ou comunidade que integra o conceito de "Guerra Civil" é um ponto chave na canção do Guns N'Roses. A ideia central de Civil War é a defesa de que toda guerra é uma guerra civil. Assim, independente de quão distantes estejam nos modelos políticos, na economia, na cultura, na língua ou geograficamente, um conflito entre povos é um conflito entre seres humanos, não importa a bandeira e a nação, são homens pobres militarizados fazendo o serviço sujo para enriquecimento daqueles que detém o poder. Vamos a canção:

 

Look at your young men fighting

Look at your women crying

Look at your young men dying

The way they've always done before

Look at the hate we're breeding

Look at the fear we're feeding

Look at the lives we're leading

The way we've always done before

 

No primeiro verso reforça-se os horrores da guerra: jovens lutando e morrendo, mulheres chorando. A manipulação por trás dos discursos também é exaltada, respira-se ódio, alimenta-se o medo e assim guia-se vidas em direção ao abismo da guerra. A recorrência dos discursos que movem a guerras, a manipulação das massas por interesses econômicos também é mencionado, pois é assim que eles sempre fizeram, ou do jeito que sempre fizemos. Em shows recentes do Guns N'Roses, Axl Rose durante a execução desse trecho, aproveita para manifestar uma crítica ao presidente americano Donald Trump, quem o vocalista acredita estar repetindo esses discursos de ódio. A alteração da letra passa para "Look at the fear Trump's feeding" [Veja o medo que o Trump está alimentando]. O vocalista tem criticado com frequência o governo norte-americano em seu Twitter[5], além de ter pedido votos para o Partido Democrata (partido de oposição ao Republicano de Trump) nas eleições legislativas ocorridas nos Estados Unidos nas últimas semanas.

 

My hands are tied

The billions shift from side to side

And the wars go on with brainwashed pride

For the love of God and our human rights

And all these things are swept aside

By bloody hands, time can't deny

And are washed away by your genocide

And history hides the lies of our civil wars

 

Nesse verso a crítica da letra continua em cima da ideia de uma alienação das massas, em que as guerras continuam por meio de uma "brainwashed pride", ou uma espécie de lavagem cerebral que induz os jovens a darem suas vidas por ideias como "morrer pela pátria", ou em cima de farsas como guerras motivadas "pelo amor a Deus e aos nossos Direitos Humanos", mas que durante as batalhas compõe um discurso vazio que é deixado de lado por aqueles que financiam e causam a guerra. Assim, os donos do poder (político e econômico) carregam sangue em suas mãos, que são lavados por meio de seus genocídios. Há ainda uma forte crítica à narrativa historiográfica oficial: "history hides the lies of our civil wars" e na repetição do verso em outra parte da música "history bears the scars of our civil wars". Defende-se que uma "história oficial", aquela escrita pelos vencedores, esconderia as mentiras e enterraria as cicatrizes das nossas guerras civis.

 

Did you wear a black armband

When they shot the man

Who said peace could last forever?

And in my first memories

They shot Kennedy

I went numb when I learned to see

So I never fell for Vietnam

We got the wall of D.C. to remind us all

That you can't trust freedom

When it's not in your hands

When everybody's fighting

For their promised land

 

No verso seguinte, que teria sido baseado na experiência pessoal do baixista Duff McKagan com os eventos narrados, retrata importantes acontecimentos históricos do início da segunda metade do século XX. O grupo questiona na letra: "você vestiu uma braçadeira preta quando atiraram no homem que disse que a paz poderia durar para sempre?". Este trecho remete a Martin Luther King Jr., pastor protestante e ativista político norte-americano, um dos principais líderes do movimento pelos direitos civis da população negra dos EUA, mais tarde estendendo sua luta pela causa dos mais pobres e contra a Guerra do Vietnã. Assim como outros líderes do movimento, King Jr. era odiado por segregacionistas do Sul, herdeiros dos confederados, e veio a ser assassinado no ano de 1968. O assassinato do presidente John F. Kennedy também é mencionado, e junto à morte de Martin Luther King, estava relacionado na canção ao todo que engloba a ideia de Guerra Civil para o Guns N'Roses, desde os conflitos raciais ao ódio político.

 

A Guerra Fria, a atuação dos americanos no Vietnã e o monumento aos veteranos e mortos no país asiático erguido na capital Washington DC também são referenciados. A Guerra do Vietnã (1959 - 1975) foi um conflito que dividiu o país entre um norte comunista apoiado na União Soviética e o Sul aliado ao bloco capitalista liderado pelos Estados Unidos, que ingressou no conflito entre os anos de 1965 e 1973, recebendo uma forte crítica interna da população, especialmente em meios acadêmicos, artísticos e culturais, como o movimento hippie, por exemplo, e as diversas passeatas no país exigindo a saída do exército americano e pedindo pela paz. Daí, como boa parte da população norte-americana, o Guns N'Roses reforça "que nunca acreditou na mentira sobre o Vietnã", e sua crítica volta-se também para a cristalização da memória, como o monumento aos veteranos da guerra que serve para lembrar (ou reproduzir um discurso) que a liberdade tem um preço, "quando todos buscam por sua terra prometida".

 

I don't need your civil war

It feeds the rich while it buries the poor

You're power hungry, sellin' soldiers

In a human grocery store, ain't that fresh?

 

O refrão da música consolida a sua ideia central: a guerra alimenta os ricos enquanto enterra os pobres; a fome de poder vende soldados num "mercado humano" como se fosse "carne fresca". A relação entre guerra, interesses econômicos e poder fica ainda mais explícita na letra quando a banda menciona uma prática recorrente dos governos americanos em suas invasões de países, especialmente do Oriente Médio, nas últimas décadas. Numa ponte da música, entre o solo e o retorno ao refrão final, o vocalista Axl Rose recita rapidamente essas palavras:

 

We practice selective annihilation of mayors and government officials

For example, to create a vacuum, then we fill that vacuum

As popular war advances, peace is closer

 

Conforme a canção, os Estados Unidos realizam uma aniquilação seletiva de governantes e representantes oficiais dos países invadidos, e então criam uma vaga, e depois a preenchem com um governante aliado aos seus interesses. E não é exatamente o que o país sob o governo de George W. Bush (o filho) fez nas suas atuações no Afeganistão e no Iraque? Executando seus governantes, o Talibã e Sadam Hussein, substituindo a "vaga desocupada" por pessoas aliadas aos seus interesses políticos e econômicos na região, em nome da Guerra ao Terror. Poderíamos ainda mencionar diversas outras intervenções norte-americanas com práticas similares, como a própria influência e financiamento na implantação das ditaduras civil-militares na América Latina a partir da década de 1960, afastando governos populistas, ou com políticas progressistas, em nome do combate ao fantasma comunista que ameaçaria a região após a Revolução Cubana (1959) e adesão do país caribenho ao bloco soviético (1961).

 

A música se encerra com outro questionamento muito importante do conceito de Guerra Civil. Civil War atesta que toda guerra é uma guerra civil, pois envolve humanos contra humanos, independente das suas linhas imaginárias que determinam uma extensão territorial ou suas identidades construídas em torno de uma língua, bandeira ou cultura em comum. Porém, esses conflitos nunca partem da vontade do povo, das pessoas comuns, e especialmente daqueles que morrem nos campos de batalha. A guerra é causada e financiada por interesses políticos e econômicos, e só beneficia aqueles que detêm o poder. Portanto, na última frase da música, o Guns N'Roses deixa o questionamento: What's so civil about war, anyway? [O que há de tão civil na guerra, afinal?].

 

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA:

 

 

BOZZA, Anthony. SLASH. Rio de Janeiro: Ediouro, 2008.

 

CANDAU, Joël. Memória e identidade. São Paulo: Contexto, 2018.

 

CHOMSKY, Noam. O que o Tio Sam realmente quer. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1999.

 

HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

______. A Era do Capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

______. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

______. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

______. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

 

KARNAL, Leandro. Estados Unidos: a formação da nação. São Paulo: Repensando a História, 2001.

______ (Org.). História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007.

 

LE GOFF, Jacques. A história deve ser dividida em pedaços? São Paulo: UNESP, 2015.

______. História e memória. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2013.

 

ROJAS, Carlos. O "Longo Século XX’ da historiografia latino-americana contemporânea: 1870-2025? Pontos de partida para uma reconstrução. In: América Latina: História e Presente. Campinas: Papirus, 2004.

 

[1] O Guns N'Roses colecionou diversas polêmicas ao longo do tempo de estrada da sua "formação original" entre 1987 e 1993 (levando em consideração ainda a substituição do guitarrista Izzy Stradlin' por Gilby Clarke e do baterista Steven Adler por Matt Sorum, a partir de 1991 e a realização da turnê de dois anos dos discos Use Your Illusion I e II). Mas provavelmente a maior das polêmicas foi a faixa One in a million, música escrita por Axl Rose que contém em sua letra diversas manifestações de racismo, xenofobia e homofobia. O vocalista do Guns N'Roses e a própria banda se arrependeriam da composição anos mais tarde, não executando a música ao vivo. Com o passar dos anos, Axl mudou suas visões de mundo adquiridas em meio a uma criação religiosa e conservadora no estado de Indiana. Nos últimos anos tem inclusive se declarado democrata e um dos artistas mais críticos ao governo Trump nos Estados Unidos.

[2] HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

[3] O Iraque de Saddam Hussein, um antigo aliado norte-americano no combate a ameaça vermelha na região, invadiu o Kuwait alegando que o país não cumpria com os acordos financeiros determinados pela OPEP na comercialização do petróleo. Sentindo-se prejudicado, visto que os iraquianos dependiam essencialmente da exportação do combustível fóssil, entrou em guerra com o Kuwait, tomando-lhe territórios, enfrentando também forças israelenses e sauditas. Os conflitos na região não agradaram as potências ocidentais consumidoras da produção petrolífera na região, especialmente os EUA, que sob a presidência de George Bush (pai) enviou tropas para a região do Golfo Pérsico, arrasando o país combatido e derrotando o ditador iraquiano, o obrigando a assinar um tratado de cessar-fogo em fevereiro de 1991.

[4] A guerra fratricida dividiu a nação entre a União (o "norte industrializado") e os Confederados (o "sul agrário"), motivados por divergências em relação à abolição da escravidão (maior contingente de mão de obra nas plantations do sul, sua base econômica), ao modelo de expansão territorial para o Oeste, além dos principais modelos econômicos e políticos a ser adotados pelo país, visto que o Norte, sob o governo do Presidente Abraham Lincoln, defendia o trabalho livre, a industrialização e a marcha para o Oeste, em contraposição aos confederados separatistas que se apoiavam na escravidão e na economia latifundiária de exportação. Em 1865 a União venceu a guerra, anexando novamente os estados do Sul e impondo suas agendas políticas ao restante dos Estados Unidos.

[5] Conferir: https://twitter.com/axlrose

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